Amante da natureza, o marceneiro Albino Pedroso da Silva mora há 11 anos em uma chácara na beira do Ribeirão Lindóia. ‘‘Quando cheguei aqui era só pasto, sem árvores para proteger a margem do ribeirão, que tinha uma água límpida.’’ Encantado com a beleza do local, começou a reflorestar seu ‘‘pedaço de natureza’’. Mudas de grevilha, pinheiro, santa bárbara, paineira e árvores frutíferas começaram a fazer parte da paisagem, antes descampada.
Silva se lembra do dia, em maio, em que, após uma chuva forte, uma grande mancha de óleo apareceu no ribeirão. ‘‘Fiquei indignado. Fui atrás de tirar fotos e chamei uma equipe de televisão para registrar aquele absurdo’’, conta. Segundo ele, o problema ‘‘transbordou’’ naquele dia, mas já apresentava indícios antes. ‘‘Era comum, nos últimos anos, no final da tarde, um cheiro forte de óleo que vinha do ribeirão e, às vezes, apareciam umas manchas de cor marrom’’.

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