James Alberti
O marceneiro Márcio Tote da Silva confessou ontem ter planejado e executado o sequestro da menina Maria Angélica Kanap, de 2 anos, ocorrido na última segunda-feira, em Curitiba. Silva é pai biológico da criança, que havia sido adotada ilegalmente pelo contador Reinaldo Kanap e sua mulher, Marisa, há um ano e oito meses. O marceneiro foi preso no final da tarde de anteontem, em São José dos Pinhais, e tinha, num armário da empresa na qual trabalhava, o revólver calibre 38 que apontou para a cabeça da mãe adotiva antes de levar a criança.
A menina foi encontrada anteontem num barraco, localizado numa área de invasão, nas proximidades do bairro Uberaba. A criança estava com a dona de casa Nilza Aparecida Bueno, 18 anos, mulher de Márcio e mãe biológica de Maria Angélica. Presa em flagrante, Nilza entregou o marido. Outros três homens, que participaram do crime, já foram identificados pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) e estão desaparecidos.
O delegado do Sicride, Harry Herbert, disse que Nilza, que está presa no 9º Distrito Policial, irá responder processo por sequestro, cárcere privado e formação de quadrilha. O marido, preso no 8º Distrito, responde por estes crimes e também por porte ilegal de arma. No Sicride, Nilza apresentou um registro de nascimento feito quatro dias depois do nascimento da menina. O documento revela que o registro feito pela família Kanap em 28 de novembro de 1997, é falso.

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