A dona de casa Maria Helena de Souza Silva denunciou à Justiça o marceneiro da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), conhecido por João, por abuso sexual contra sua cunhada C.A.S., que é excepcional e estudava na instituição. Maria Helena depôs no dia 23 de agosto no Juizado Especial de Pequenas Causas, acompanhada pela professora Rosângela Monteiro, que também prestou depoimento.
A diretora da APAE Lucibel Pereira Silva Grampo, filha do acusado, disse que ainda não foi informada sobre a denúncia, mas garante que tomará as providências necessárias assim que os fatos forem apurados. José Luiz Coelho, presidente interino da instituição, ressalta que o funcionário foi afastado por tempo indeterminado. ‘‘Se as denúncias forem comprovadas, ele será demitido por justa causa’’, garantiu.
Maria Helena contou, em seu depoimento, que há dois anos chegou na casa do sogro e flagrou C.A.S. trancada no quarto sendo assediada por João. Um vizinho conhecido por ‘‘Profeta’’ foi chamado, entrou na casa e teria encontrado o marceneiro sozinho no banheiro.
Em outra oportunidade, C.A.S contou a Rosângela, que era sua professora, sobre um tentativa de assédio por parte de João na cozinha da escola. Ela garante ter informado à coordenação sobre o fato, mas não foram tomadas providências. Algum tempo depois, reclamou à presidência que o marceneiro estaria trabalhando embriagado.
Após duas semanas, a professora foi demitida. José Luiz Coelho garante que a demissão não tem relação com as denúncias. ‘‘Ela faltava muito e estava prejudicando os alunos’’, disse. Rosângela discorda do argumento. ‘‘Fui demitida sem justa causa e recebi todos os direitos trabalhistas resultantes da demissão. Inclusive cumpri o aviso prévio em casa, apesar de todas as dificuldades financeiras que a APAE enfrenta. Eles me queriam longe.’’

mockup