O baixo salário que ganhava como auxiliar de serviços gerais levou Marco Antônio da Rocha, 25 anos, a pedir as contas da UEL em janeiro deste ano. Com mulher e filho para ajudar a sustentar, Marcão - como é conhecido pelos colegas - achou melhor investir num emprego um pouco mais rentável: vendedor numa loja no centro da Cidade. Além disso, aproveitava os finais de semana para fazer alguns ‘‘bicos’’, como segurança, para completar o orçamento.
Quando ainda estava na universidade, pouco antes de pedir as contas, Marcão prestou concurso para encanador e ficou em segundo lugar. Só havia uma vaga. ‘‘Mesmo se eu passasse, talvez nem assumisse o cargo por causa do salário.’’ Ele explica que, somando os quatro anos que tinha na função mais a insalubridade, o salário que recebia de auxiliar de serviços acabaria ficando quase o mesmo de um encanador inicial.
A nova experiência profissional, como vendedor, trouxe motivação e um pouco mais de dinheiro no final do mês, embora não havia a tranquilidade do serviço público e muito menos as vantagens sociais. No final de agosto, porém, o vencedor do concurso para encanador pediu demissão e Marcão foi convocado para assumir o cargo.
Como o novo PCSS já estava implantado e os salários tinham aumentado em média 30%, Marcão considerou que valeria a pena voltar para universidade e reencontrar os ex-colegas de trabalho. Mesmo sem abandonar os ‘‘bicos’’ do final de semana, ele voltou a vestir o uniforme de serviço da UEL no dia 8 deste mês e está muito satisfeito pela decisão. ‘‘Voltei e pretendo ficar na UEL. Agora está bem melhor do que antes.’’

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