Marcados para morrer
Curitiba - Nada de consumir refrigerantes e lanches de empresas judaicas. Tudo em nome de uma revolução, conforme o relato do jovem. Mas as regras não param por aí. De acordo com uma pesquisa feita pela reportagem, os membros também são proibidos de usar drogas e bater em negros, judeus e homossexuais - prática, segundo os integrantes, típica dos skinheads.
Embora pedisse para seus colegas pararem com a violência nas ruas, Barollo é apontado como o mandante da morte do casal em Quatro Barras, em abril. Mas sua ousadia e o receio de que outras pessoas pudessem atrapalhar seus planos não acabaram com a morte de Dayrrel. A FOLHA descobriu que havia ainda outros dois integrantes ligados ao rival, um em São Paulo e outro no Rio Grande do Sul, marcados para morrer.
A polícia afirma que já sabe quem são os outros alvos e tem trabalhado para evitar que novos fatos envolvendo grupos neonazistas voltem a acontecer. (D.R.).





