Na próxima terça-feira, será realizado o julgamento de Joel Mendes Queiroz, acusado de ser o cúmplice na morte do estudante Cristian César Moreto, baleado em julho de 1996, e de ter atentado contra as vidas de Charles Rober da Silva e Edenilso Rodrigues da Silva. O julgamento havia sido adiado a pedido da defesa.
  Em outubro do ano passado, o irmão de Joel, Rubens Mendes Queiroz, foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato do estudante, mas a defesa recorreu da sentença. No início de 2002, Rubens já havia sido condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato de sua esposa, Luciana Duarte Filho, ocorrido em 1998. Seu defensor também recorreu.
  O crime que resultou na morte de Cristian aconteceu em uma lanchonete na Vila Siam (zona oeste). O estudante foi baleado durante uma confusão e passou nove meses internado em estado grave antes de morrer. Conforme parecer do Ministério Público, depois que Rubens atingiu Cristian, Joel teria disparado duas vezes contra Charles que foi ferido. Logo depois, os dois irmãos teriam disparado contra o bar e um dos tiros acabou atingindo Edenilso Rodrigues da Silva, que conseguiu sobreviver. O defensor de Joel é o advogado Milton Roberto da Silva Simão.
  O Tribunal do Júri será reunido na próxima semana para outros três julgamentos. Na segunda-feira, o réu Carlos Roberto Alves da Silva irá a júri popular porque teria tentado matar Édson da Silva, em maio de 2002. Silva teria disparado quatro vezes contra a vítima, que ficou paraplégica. A defesa caberá ao advogado Luiz Tavanaro Gaya.
  No dia 28, será julgado Beni Rodrigues de Castro. Ele responde por homicídio qualificado contra a namorada, Daniela Cordeiro dos Santos, e por tentativa de homicídio contra a mãe dela, Cleuza Aparecida Batista Cordeiro. O crime aconteceu em 28 de junho de 2001, no Assentamento São Jorge (zona norte). A defesa, indicada pela Justiça, será feita pelo advogado André Luiz Gonçalves Salvador.
  No dia 29 de maio, será julgado Luiz Fernando Pereira de Souza, acusado pela morte de Gilliard de Souza Botine, com sete tiros em 5 de janeiro do ano passado, no Conjunto Maria Cecília (zona norte). Souza, que também é defendido por Gaya, será julgado ainda por tentativa de homicídio contra Altemar Martins, e por ameaças de morte Fernando Nery e seu pai, Ivan Custódio Nery, na mesma ação.

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