O encarregado geral dos trabalhos de ampliação da rede de esgoto em Campo Mourão, Trajano Réus Soares, 39 anos, conta que a empresa costuma fazer as valetas usando apenas máquinas. ‘‘Só estamos fazendo o serviço manual a pedido do prefeito, que queria gerar emprego na cidade’’, conta. Segundo ele, a construtora vai esperar até o final do mês para ver se consegue preencher as 180 vagas. Se isso não acontecer, a empreiteira vai usar máquinas.
‘‘Uma máquina faz o trabalho de 36 homens’’, explica Soares. Ele assegura, no entanto, que quem já está trabalhando não vai perder o emprego. ‘‘Se for preciso, vamos trazer máquinas somente até preencher o equivalente a 180 funcionários’’, ressalta. Se fosse para começar hoje, por exemplo, seriam necessárias três máquinas. A ampliação da rede em Campo Mourão tem prazo para ficar pronta em 10 meses, mas a construtora acha que dá para fazer tudo em 180 dias.
O encarregado diz que o cronograma da obra exige pelo menos 140 homens trabalhando. ‘‘Estamos apenas com a metade’’, lamenta. Segundo ele, os homens conseguem escavar, em média, entre oito e nove metros de valeta. ‘‘Há quem consiga fazer até 21 metros por dia’’, diz. Soares ressalta ainda que um operário que não faz cinco metros por dia é considerado inviável. ‘‘Ele vai ganhar pouco e atrapalhar o andamento da obra’’. (S.S.)

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