Um equipamento de raio X deixado no pátio da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), na manhã de ontem, provocou confusão entre o Corpo de Bombeiros, Polícia Florestal e os servidores do município. A máquina foi deixada no local por uma veterinária que teria ido à secretaria atrás de orientações sobre como se livrar do material. Até a presença de um físico da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi solicitada para averiguar a possibilidade da emissão de radiação. Apesar de ter sido constatado que o aparelho não oferece riscos deste tipo, a veterinária pode ser autuada por crime ambiental.
  De acordo com a assessora da Sema, Maria Zanatta, a veterinária teria chegado à secretaria no meio da manhã, carregando o equipamento no próprio veículo. ‘‘Ela nos disse que queria se livrar da máquina. Pedimos para que ela esperasse, pois precisávamos verificar quais eram os procedimentos corretos. Neste momento, ela ficou nervosa e disse que tinha que ir embora para não perder um vôo. Ela estava indo embora e largando a máquina no estacionamento. Então acionamos a Polícia Florestal’’, contou.
  De acordo com o comandante da Polícia Florestal de Londrina, a veterinária foi detida até que se constatassem os riscos oferecidos pelo equipamento. ‘‘Chamamos o Corpo de Bombeiros para saber como proceder. Eles, então, pediram a presença de um pesquisador da UEL para avaliação dos riscos de radiação’’, explicou.
  Usando um equipamento conhecido como monitor de área, o físico Antônio Tannous descartou a possibilidade de emissão de radiação, o maior temor de todos os que presenciavam a cena. ‘‘Porém o equipamento pode conter ascarel, um óleo tóxico e cancerígeno, de uso proibido desde 1981’’, afirmou o tenente Marcelo Nakamura, do Corpo de Bombeiros.
  Ainda na tarde de ontem, os bombeiros solicitaram ajuda da Copel para recolher o equipamento. ‘‘O ascarel era usado em transformadores de energia e a companhia de eletricidade vai saber como descartá-lo’’, disse o tenente Nakamura, ressaltando ainda que a responsabilidade sobre o recolhimento do material é da empresa que o produz. ‘‘A dona deveria ter ligado para a empresa’’, explicou.
  A veterinária foi levada para o 4º Distrito Policial, na Zona Sul, e liberada em seguida, mas foi multada em R$ 1 mil. O aparelho também foi transportado para a delegacia, onde deverá ficar guardado pelo menos até hoje.

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