Maquiadora é achada morta no banheiro
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Da Sucursal 
A Delegacia de Homicídios de Curitiba abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte da maquiadora Marlei Aparecida Bombana, de 38 anos, cujo corpo foi encontrado ontem pela manhã no banheiro do apartamento onde morava, no bairro Batel. Usando o nome de Hayat, Marlei fez carreira nos melhores salões de beleza de Curitiba e era uma das profissionais mais conhecidas e requisitadas da cidade. A polícia acredita que ela morreu asfixiada pelo gás que aquecia a água do chuveiro.
O corpo de Hayat foi encontrado pela empregada da casa, Elivanete Luiza de Souza, que chegou para trabalhar às 8h30. A maquiadora era divorciada e morava sozinha num apartamento no 2º andar do Edifício Cora Coralina, um prédio de bom padrão num bairro nobre da cidade. Segundo o investigador Antônio Carlos Balla, a empregada tinha a chave do apartamento.
A maquiadora estava caída dentro do box do banheiro, com o chuveiro ligado. Um vizinho contou à polícia que por volta das 23 horas da noite anterior ouviu o barulho do chuveiro ligado. Na manhã seguinte, ele tornou a ouvir o mesmo ruído, mas achou que fosse coincidência. O teto de todos os cômodos da casa estava úmido, o que reforça a suspeita de que o chuveiro ficou ligado a noite toda, disse o investigador.
Hayat trabalhava atualmente na filial do Torriton Cabeleireiros instalada no ateliê de trajes a rigor Veridiane, na Rua Marechal Deodoro. Além de atender suas clientes tradicionais, ela fazia produção de modelos para fotos e vídeos. Ontem pela manhã, Hayat deveria ter maquiado uma modelo que posaria para uma reportagem da Folha Viva, suplemento semanal da Folha de Londrina.


