Um estudo de mestrado do engenheiro Daniel Fermino mostrou que grande parte das edificações de Londrina estão localizadas em regiões em que o subsolo oferece mais resistência. ''O subsolo não é homogêneo, cada região possui o que chamamos de resistência mecânica. O estudo indica que a maior concentração de prédios na cidade está na região onde foi constatada maior resistência'', esclarece. O estudo em questão avaliou uma área de 37 quilômetros quadrados da bacia do Cambezinho.
Isso significa dizer que cargas maiores foram necessárias para a realização das fundações. ''Não é que os prédios vão cair ou não são seguros. Mas que para realizar a obra se gastou muito mais dinheiro e tempo. Tudo isso é repassado ao consumidor final.'' Ainda que os empreendimentos sejam movidos pela pressão imobiliária, para ele, se houvesse um mapeamento de toda a cidade, os investimentos poderiam ser feitos de forma estratégica.
Contudo, mesmo que os dados estivessem reunidos, de acordo com Fermino, nada substitui a sondagem no local, já que o levantamento é feito com base em estatísticas. ''Os dados, porém, servem como balizadores para a escolha primária de uma área a ser explorada. Além disso, informações fundamentais como o tipo de fundação, recursos e tecnologia necessárias poderiam ser previamente diagnosticadas'', revela. (M.T.)

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