Mapa da violência não foi concluído
Luciana Pombo
De Curitiba
A Secretaria de Estado da Segurança Pública deverá avaliar, na próxima segunda-feira, às 10 horas, as ações integradas entre a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil (PC) desde as trocas de comando, no início deste mês. A intenção é verificar os resultados das operações conjuntas e estabelecer novas ações nos principais bairros de Curitiba.
Durante a reunião, que terá a presença de representantes da diretoria geral da secretaria, assessoria de imprensa, assessorias Civil e Militar e o secretário Cândido Martins de Oliveira, deverá ser apresentado o relatório do mapeamento da violência na cidade. Com os dados em mãos, as ações das polícias poderão ser mais direcionadas, objetivando atacar com maior intensidade os principais problemas de Curitiba, avaliou Valdir Bicudo, assessor de imprensa da secretaria.
Também serão analisados os resultados da presença de mais policiais militares nas ruas da cidade. Nos últimos 15 dias, foram retirados das áreas administrativas da Polícia Militar cerca de 350 homens que foram encaminhados para treinamento e policiamento ostensivo. O objetivo é colocar, até o final deste ano, cerca de 600 policiais militares a mais nas ruas de Curitiba.
Atualmente, de acordo com Bicudo, entre 4,8 mil e 5,1 mil policiais militares trabalham no policiamento ostensivo da cidade. O número ainda é insuficiente, disse ele, lembrando que a PM recebe cerca de 8 mil telefonemas por dia, atende em média 700 ocorrências, sendo que 30% delas são de assistência social.
Uma fonte da Polícia Militar garantiu ontem que os dados sobre o mapeamento da cidade ainda não foram finalizados. Estão sendo realizadas as últimas revisões junto com o departamento de informática da instituição. Existe a possibilidade de que todos os dados sejam tabulados até o final da semana que vem.





