Curitiba - A auxiliar de produção Cristiane Pinto, 25, lembra que não entendeu o que seu filho Gustavo Nunes, 9, queria quando mostrou a ela sua mãozinha colorida. "Eu estava fazendo o jantar e ele apontou a mãozinha para mim. Disse que devia parar o que estava fazendo para ler", conta. Assim que terminaram o jantar começaram a leitura. "Naquele dia ficamos lendo por duas horas. Achamos muito interessante uma matéria sobre gelatina", conta.
Assim como na casa de Cristiane, os assuntos científicos são os que mais chamam a atenção dos leitores. A mãe, que já tem o hábito da leitura, afirma que a participação no projeto estimulou ainda mais o contato do filho com os pais. "A gente desliga a TV, senta e lê", afirma.
Na casa da professora Kelly Regina Camargo dos Santos, 30, a sacola itinerante é esperada com ansiedade pelos seus dois filhos, matriculados na segunda e quarta séries do ensino fundamental. Nenhum dos dois ainda recebeu o material, mas, enquanto isso, participam do momento da leitura todas as noites. "Quando eles levam os livros da biblioteca tenho que ler antes de dormir. Antes de devolver o volume leio 15 vezes a mesma história", conta.
Para ela, além do hábito da leitura, a importância do projeto está na aproximação entre pais e filhos. "Quando a família participa, fortalecem os vínculos", afirma. (C.G.B.)

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