Cornélio Procópio - Na sala de terceira série da professora Regiane Maria Biscaro Leal, na Escola Municipal Deputado Nelson Baptista Ribas, de Cornélio Procópio (Norte), o jornal tem sido a principal fonte de leitura antes de livros, revistas e gibis do cantinho de leitura. E depois de visitar a redação e o parque gráfico da FOLHA, os alunos decidiram produzir um jornal mural para colocar em prática o que aprenderam no passeio, que desvendou os bastidores da notícia.
''Eles começaram o ano aprendendo sobre o gênero carta. Escreveram e postaram cartas ao prefeito elogiando a reforma das praças da cidade e pedindo melhorias como policiamento para as academias de terceira idade'', conta a professora, explicando que a turma conheceu pessoalmente os principais pontos turísticos de Cornélio antes de escrever sobre eles.
''Também colocamos um modelo de carta num mural fora da sala para informar o restante da escola e os alunos de outras séries me procuraram para saber mais sobre o gênero'', comenta Regiane, que em seguida à produção de cartas, iniciou com os alunos o estudo do gênero jornalístico e como a informação é trabalhada no jornal. Foi aí que eles incrementaram a pesquisa com a visita à FOLHA.
Para concluir o estudo, a classe produziu um jornal mural, com recortes de matérias de assuntos variados, poesia, piada, receita, coluna social e até classificado. ''No processo, eles interpretaram notícias e produziram textos'', diz a professora, para quem os estudantes tiveram papel de ''pequenos editores''.
Extrovertida, a estudante Emili Monique Aparecida dos Santos, 9, define o jornal como ''o local onde uma pessoa vai buscar informação quando ela não sabe um assunto''. Já para o companheiro de sala Fabio Pereira Soncela, 9, ter a informação sobre um assunto pode mudar a vida de uma pessoa. ''Uma notícia de jornal pode ser usada em trabalhos da escola e para matar a curiosidade.''
Para o aluno Luiz Gustavo Martinho Antunes, 9, encarregado da coluna de piadas do jornal mural da turma, ''se não tivesse jornal, a gente não ia saber o que acontece''. E para Luany Moreno Galafassi, 8, tudo pode ser fonte de informação: ''A informação não está só no jornal, mas na tv, na revista e no computador'', ensina.

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