Manutenção influencia no pavimento
Os professores Jesner Sereni Ildefonso e José Yshiba, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM), explicam que a vida útil dos pavimentos asfálticos, em geral, varia de cinco a 15 anos, e está diretamente ligada a fatores como manutenção periódica, finalidade da pavimentação e o seu dimensionamento. É importante saber, por exemplo, se a via recebe baixo volume de tráfego (vias locais), se trata-se de via coletora (com volume de tráfego médio) ou arterial (volume de tráfego elevado, composto de veículos de passeio e de caminhões e ônibus).
De acordo com os professores, o que provoca a degradação dos pavimentos asfálticos são o tráfego (volume, carga por eixo e velocidade de operação), a água (chuvas intensas, más condições de drenagem e enchentes) e as temperaturas (baixas temperaturas provocam trincas e elevadas temperaturas favorecem a formação de deformações permanentes). Ildefonso e Yshiba dizem ainda que as misturas asfálticas produzidas em usinas montadas nos municípios podem ser pré-misturadas a frio ou a quente (concreto asfáltico). O sistema a quente, adotado pela recém-inaugurada usina de Londrina, tem maior durabilidade (por isso é indicado para vias de tráfego mais intenso), porém com custo mais elevado e maior dificuldade de execução.
''A qualidade das misturas asfálticas depende de projeto bem elaborado, do tipo e composição granulométrica dos agregados, do tipo de asfalto, da calibração e do controle tecnológico na usina. Também vale ressaltar que o controle da mistura asfáltica deve ser estendido até a execução da capa asfáltica, principalmente no que se refere à temperatura e compactação'', esclarecem.
Os especialistas explicam ainda que para locais de tráfego pesado é indicado o pavimento de concreto de cimento Portland, também conhecido como pavimento rígido. Além de maior resistência às deformações permanentes, o pavimento também suporta por mais tempo a ação de solventes. (S.L.)





