Manutenção garante segurança em parques
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terça-feira, 24 de março de 2009
Luciano Augusto<br> Equipe da Folha 
Londrina - Nos parques de diversões, crianças se esbaldam e os adultos voltam no tempo e também se entregam à alegria. Em meio a este turbilhão de boas sensações, poucos se preocupam com a questão da segurança. Isto só ocorre quando é registrado algum acidente, como o ocorrido em Castro no último domingo. Quem é do ramo e quem fiscaliza estas empresas observam que todo brinquedo tem seu grau de risco, mas garantem: os perigos são mínimos quando a manutenção é feita regularmente e o usuário segue as regras de uso.
O empresário Ilson Alves Moreira mantém em funcionamento o negócio criado pelo avô há 88 anos. Diretor-administrativo da Itacenter Park, é ele quem garante todo ano a diversão das milhares de pessoas que prestigiam a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, no Parque Ney Braga (Zona Oeste). "Nós nunca aceitamos os brinquedos feitos nas oficinas de fundo de quintal e começamos a fabricar nossos brinquedos. No início dos anos 90, com a abertura das importações, passamos a comprar fora e hoje 90% dos brinquedos vêm da Itália, maior fabricante do mundo e com mais experiência", contou.
Segundo ele, a tecnologia ajudou a diminuir os riscos ao controlar tanto o sistema de funcionamento quanto o aparato de segurança. Moreira apontou que, na sua empresa, cada brinquedo possui três travas e conta com funcionários com autonomia para desligá-lo a qualquer sinal de problema. "Fazemos manutenção diária e checamos item por item", garantiu. Anualmente, todos os brinquedos são levados para a oficina da empresa em Goiânia (GO), onde são desmontados e reformados.
Moreira observou que pequenos reparos são exigidos por causa do desgate diário, mas alertou que, muitas vezes, são os próprios usuários que se expõem aos riscos. "A imprudência acontece, principalmente em aparelhos de menor porte", lamentou, exemplificando com casos de embriaguez e de não observância das regras de segurança. "Digo sempre que não brincamos de parquinho, porque exploramos um ramo onde lidamos com vidas humanas", concluiu.
Responsabilidade técnica
Oficial do Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros de Londrina, o cabo Israel Justino explicou que, além da documentação da empresa, o proprietário do parque tem que apresentar uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), assinada por um engenheiro mecânico e/ou elétrico, que traz um memorial descritivo de todos os aparelhos que serão usados. Antes da abertura, é feita uma vistoria in loco para checar as informações. "O certificado de vistoria pode ser cancelado se não for cumprido o que tiver escrito", completou. Em locais acessados por mais de 800 pessoas, é exigida uma equipe de socorristas com ambulância.
Além do certificado de vistoria, o gerente de concessões de atividades econômicas da Secretaria Municipal de Fazenda, Joenes Veloso Alcântara Júnior, assegurou que o alvará só é expedido após a liberação da Vara da Infância e Juventude, da Polícia Militar e da apresentação da documentação da empresa.


