Diariamente a Sanepar precisa interromper o fornecimento de água em bairros de Curitiba e região metropolitana para realizar obras de manutenção ou interligações de novas redes. Os bairros ao norte da cidade são os mais atingidos, já que a empresa vem realizando obras na região para ampliar o sistema de abastecimento na Capital. Além desses, diriamente também são feitas entre 50 a 100 obras de emergência, atendendo chamadas por rompimentos em canos antigos ou perfuração acidental de tubulações, que ocasionam o desabastecimento temporário em diferentes locais da cidade.
Mensalmente, a empresa gasta cerca de R$ 1 milhão nesses trabalhos. Mas o gerente de distribuição da Sanepar na região metropolitana, Celso Luiz Thomaz, garante que poucas pessoas acabam ficando sem água por causa dessas obras, já que o fornecimento dificilmente é supenso por mais de 12 horas. ‘‘Normalmente o reservatório existente nas casas garante a água nesses períodos. O problema maior acontece em 20% das casas de Curitiba, que não têm caixas d’água’’, diz. Por esse motivo, a Sanepar tem procurado orientar a população para que priorize a compra de caixas, para não correr o risco de ficar sem água.
As obras emergenciais são priorizadas, pois normalmente resultam em grande desperdício, perda financeira, além de risco de desabastecimento rápido. Tratam-se, em sua maioria, de vazamentos na rede. ‘‘Isso nos obriga a fechar uma área, normalmente pequena, que envolve entre mil a 1,5 mil ligações por duas a quatro horas, enquanto é feito o conserto’’, diz Thomaz, lembrando que a maioria das interrupções de fornecimento é por um período curto.
Já os serviços programados dificilmente são realizados em finais de semana - para não atrapalhar o lazer das pessoas - e nas segundas-feiras, quando tradicionalmente registra-se maior consumo de água. As obras ocorrem entre terça e quinta-feira, podendo ser realizadas na sexta, quando não são concluídas em tempo.
O Sistema Integrado de Abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba tem 8 mil quilômetros de rede. A maior parte tem menos de 20 anos de uso, mas ainda há tubulações de ferro em alguns bairros mais antigos e centrais da cidade. O Sistema Integrado gera 6,7 mil litros/segundo, trabalhando no limite da demanda da região, que é de 5 mil litros/segundo em dias normais.

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