O plano emergencial de revitalização do Calçadão foi recebido com ressalvas por quem passa pelo local todos os dias. A maioria dos lojistas acha que as medidas anunciadas são insuficientes e não contemplam todos os problemas do espaço.
A crítica mais recorrente é a manutenção do tipo de piso (até a concretização de um projeto definitivo). ''Do jeito que está não dá. Trocar as pedras vai ser colocar lixo no lugar de lixo. Soltam fácil e mulheres, crianças vivem se machucando aí'', diz o jornaleiro Milton Dias Cruz, que completa: ''Já houve casos de tumulto no Calçadão em que as pedras soltas foram utilizadas como arma''.
Na opinião de Jeremias Santos Pereira, lojista, a limpeza do espaço precisa ser feita com mais frequência. ''Tinha que lavar pelo menos uma vez a cada duas semanas e colocar alguém pra varrer de manhã e de tarde. Olhando de dentro das lojas, fica até uma impressão ruim, aquela calçada imunda. Chega a espantar o cliente'', afirma Jeremias.
Segundo Milton Cruz, a CMTU também deveria dedicar mais atenção aos ambulantes, ''que estão por todo o Calçadão e atrapalham o pedestre''. Por fim, os londrinenses ressaltam: promessas de mais segurança não bastam. ''É a necessidade mais urgente. Durante o dia, já não tem muita vigilância, e fica pior para quem trabalha até tarde e precisa sair lá pelas dez, onze horas'', critica Dorival Ferreira de Souza, responsável por um restaurante.

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