Manutenção do equipamento será investigada
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
De Curitiba 
Técnicos da Delegacia do Ministério do Trabalho iniciam hoje uma inspeção na madeireira. O chefe da área de segurança da delegacia, Sérgio de Barros, disse que vai requisitar aos donos da empresa toda a documentação relacionada com o equipamento. Dois pontos vão ter prioridade. Vamos fazer um levantamento pericial para saber se a caldeira estava em dia, informou. Barros relatou ainda que vai ser investigado se o operador da caldeira, Paulo Parizzi, era habilitado para exercer o serviço.
De acordo com Barros, o funcionário teria que fazer curso específico para se tornar apto a trabalhar na caldeira. Segundo ele, a inspeção numa caldeira deve acontecer pelo menos uma vez por ano na presença de um engenheiro de segurança. A norma regulamentadora número 13, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determina que cabe ao dono da caldeira mantê-la em ordem. O equipamento é usado também em hospitais, lavanderias e indústrias. A que explodiu tinha a lenha como combustível.
O operador de empilhadeira, Osvaldo Marques, 41 anos, foi quem percebeu o vazamento. Tentamos abafar, mas não deu tempo. Quando fechou, explodiu. Corri para escapar, recordou Marques. O cunhado dele, Luiz de Oliveira Góes, saiu ferido do acidente. Marques disse que ajudava na manutenção do equipamento, apesar de ser contratado para dirigir uma empilhadeira. A gente sempre dava uma olhada para ver se estava tudo certo, afirmou. Ele declarou que vai voltar a trabalhar na madeireira, sem medo. Acontece né? Não é só aqui, pode acontecer em qualquer lugar, comentou. (D.V.)


