Técnicos da Delegacia do Ministério do Trabalho iniciam hoje uma inspeção na madeireira. O chefe da área de segurança da delegacia, Sérgio de Barros, disse que vai requisitar aos donos da empresa toda a documentação relacionada com o equipamento. Dois pontos vão ter prioridade. ‘‘Vamos fazer um levantamento pericial para saber se a caldeira estava em dia’’, informou. Barros relatou ainda que vai ser investigado se o operador da caldeira, Paulo Parizzi, era habilitado para exercer o serviço.
De acordo com Barros, o funcionário teria que fazer curso específico para se tornar apto a trabalhar na caldeira. Segundo ele, a inspeção numa caldeira deve acontecer pelo menos uma vez por ano na presença de um engenheiro de segurança. A norma regulamentadora número 13, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determina que cabe ao dono da caldeira mantê-la em ordem. O equipamento é usado também em hospitais, lavanderias e indústrias. A que explodiu tinha a lenha como combustível.
O operador de empilhadeira, Osvaldo Marques, 41 anos, foi quem percebeu o vazamento. ‘‘Tentamos abafar, mas não deu tempo. Quando fechou, explodiu. Corri para escapar’’, recordou Marques. O cunhado dele, Luiz de Oliveira Góes, saiu ferido do acidente. Marques disse que ajudava na manutenção do equipamento, apesar de ser contratado para dirigir uma empilhadeira. ‘‘A gente sempre dava uma olhada para ver se estava tudo certo’’, afirmou. Ele declarou que vai voltar a trabalhar na madeireira, sem medo. ‘‘Acontece né? Não é só aqui, pode acontecer em qualquer lugar’’, comentou. (D.V.)