Manutenção de escola agrícola causa impasse
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de fevereiro de 1998
Vânia Moreira 
O impasse sobre quem assumirá a manutenção do estabelecimento é a principal causa da paralisação das obras da Escola Agrícola de Umuarama. O fato foi revelado pelo prefeito Fernando Scanavaca (PPB), quando participou da primeira sessão de 98 da Câmara de Vereadores, na quinta-feira. Scanavaca disse que se tivesse assinado acordo para que o município se responsabilizasse pelo funcionamento da escola, o Ministério da Educação já teria liberado a parcela de R$ 400 mil para a continuidade das obras.
No início do ano passado, o MEC suspendeu o repasse de dinheiro, alegando uma diferença de 11% entre a verba liberada e as obras executadas. Segundo o ministério, a empreiteira Tucumann, de Curitiba, responsável pelo projeto, recebeu R$ 4,8 milhões, dinheiro para construir o equivalente a 81% das obras, mas teria executado apenas 69%. A empreiteira não concordou, mas anunciou que executaria os 11% exigidos.
Segundo Scanavaca, em dezembro o Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse que só liberaria os R$ 400 mil que já estava empenhados se a prefeitura assumisse a manutenção da escola. Guarapuava e Dois Vizinhos, onde também estão sendo construídas escolas agrícolas, assumiram o encargo. Eu não aceitei porque sei que Umuarama não tem condições de manter uma escola desse porte. As despesas serão muito altas, justificou.
Scanavaca informou que discutiu o problema com o secretário de Educação do Paraná, Ramiro Wahlfafting. Ele disse que se o MEC não assumir, o governo do Estado assume porque quer pôr em prática um projeto de profissionalização agrícola. Apesar dos problemas, o prefeito acredita que a escola será concluída até o final de 98. Ele informou que a Tucumann pretende repassar a obra para outra empreiteira. Com 13 mil quadrados e orçada em R$ 5,6 milhões, a escola agrotécnica federal de Umuarama começou a ser construída em 94.


