Manual orienta pedestre sobre direitos e deveres
Você sabe quem processar se quebrar a perna na rua ou se for atropelado por falta de faixa de segurança na rua? São dúvidas como estas que a Associação Brasileira de Pedestres, com sede em São Paulo, pretende responder com um manual que deve ser lançado até junho deste ano, junto a com a criação de um site na Internet. Ontem, o presidente da instituição, Eduardo José Daros, esteve em Curitiba reunido com o desembargador Otávio Valeixo, especialista em trânsito, para que juiz analisasse as medidas legais que o pedestre pode tomar nessas e outras circunstâncias.
Daros explica que a idéia do livro surgiu porque a associação verificou que o cidadão sabe pouco de seus direitos e deveres, estipulados no Código de Trânsito Brasileiro. No cruzamentos, os pedestres correm na faixa de segurança, quando o sinal abre, com medo do automóvel. Quando na verdade deveria continuar atravessando as ruas tranquilamente, pois, pelo código, o motorista só poderá arrancar depois de a pessoa passar, avisa.
Para o presidente da associação, o pedestre não é ouvido pelas administrações municipais na hora de se estruturar o trânsito. Ele entende que toda a mudança viária leva em conta somente o automóvel. Daros cita como exemplo a construção de passarelas sobre as vias. Ao invés de elevar a rua 2,10 metros e criar um túnel para as pessoas, são construídas passarelas a 4,5 metros de altura, onde as escadas são muito íngremes e prejudicam o acesso de velhos, deficientes, doentes e outras pessoas, afirma.
Uma das formas de tentar reverter estes problemas seria através de estudos preventivos de acidentes. Na Suécia, os técnicos de trânsito fazem análise sobre os pontos ondem ocorrem incidentes, em que carros quase atropelam pessoas. Depois, com base no que foi coletado, são feitas mudanças, diz.
Mas, além da prevenção, Daros defende a formação de associações que reivindiquem seus direitos como pedestres. A Associação Brasileira de Pedestres tem filiais no Rio Janeiro, Florianópolis e Belo Horizonte. No Paraná, especialmente em Curitiba, a proposta não vingou, comenta. O que é uma pena porque a cidade tem uma população bastante consciente, o que poderia pressionar a prefeitura a solucionar problemas.
Em uma caminhada pela cidade, Daros apontou o excesso de velocidade como um problema a ser reavaliado. Também são necessárias faixas de seguranças em determinados pontos da cidade, afirma.





