Curitiba - Sessenta e seis por cento das mortes de crianças no Paraná acontecem entre bebês de até 28 dias. A informação faz parte do levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, que lançou ontem, em Curitiba, o Manual de Atendimento ao Recém-nascido de Risco, durante o 1º Encontro Interativo de Neonatologia do Paraná. O volume, de 171 páginas, foi elaborado em parceria com a Sociedade Paranaense de Pediatria e centros pediátricos de referência como da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Evangélico.
A diretora de Sistemas de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Huçulak, explica que o principal objetivo do manual é o de promover a padronização de procedimentos, apresentando técnicas mais atuais e recomendadas para o atendimento ao recém-nascido de risco. ‘‘São os procedimentos mais rotineiros para os pediatras que atendem o bebê de risco e que podem salvar uma vida’’, disse.
A publicação será distribuída a todos os hospitais da Rede de Proteção à Vida, que atendem bebês de risco. Os cerca de 200 profissionais que participaram do encontro também ganharam um exemplar.
Márcia acredita que a padronização no atendimento ao recém-nascido de risco possa contribuir para a redução da mortalidade infantil, até porque a principal causa dos óbitos no Estado é a prematuridade. ‘‘Por isso, o Estado está investindo maciçamente na melhoria da assistência pré-natal, numa estrutura mais pesada de leitos e equipamentos nas UTI’s (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais e na capacitação e atualização dos profissionais’’, afirmou.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o Paraná conta com 212 leitos de UTI neonatal já em operação ou que serão implantadas ainda este ano. Há ainda as unidades cuidados intermediários – são 50 só em Curitiba – que complementam a estrutura de atendimento aos recém-nascidos de risco.
Em 10 anos, o Paraná conseguiu reduzir quase pela metade o número de mortes entre crianças de zero a um ano de idade. No início da década de 90, de cada mil crianças que nasciam, cerca de 35 morriam antes de completar um ano. Hoje, o índice é de 17,4 óbitos para cada mil nascidos vivos.

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