Manual orienta atendimento a recém-nascidos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de junho de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Sessenta e seis por cento das mortes de crianças no Paraná acontecem entre bebês de até 28 dias. A informação faz parte do levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, que lançou ontem, em Curitiba, o Manual de Atendimento ao Recém-nascido de Risco, durante o 1º Encontro Interativo de Neonatologia do Paraná. O volume, de 171 páginas, foi elaborado em parceria com a Sociedade Paranaense de Pediatria e centros pediátricos de referência como da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Evangélico.
A diretora de Sistemas de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Huçulak, explica que o principal objetivo do manual é o de promover a padronização de procedimentos, apresentando técnicas mais atuais e recomendadas para o atendimento ao recém-nascido de risco. São os procedimentos mais rotineiros para os pediatras que atendem o bebê de risco e que podem salvar uma vida, disse.
A publicação será distribuída a todos os hospitais da Rede de Proteção à Vida, que atendem bebês de risco. Os cerca de 200 profissionais que participaram do encontro também ganharam um exemplar.
Márcia acredita que a padronização no atendimento ao recém-nascido de risco possa contribuir para a redução da mortalidade infantil, até porque a principal causa dos óbitos no Estado é a prematuridade. Por isso, o Estado está investindo maciçamente na melhoria da assistência pré-natal, numa estrutura mais pesada de leitos e equipamentos nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais e na capacitação e atualização dos profissionais, afirmou.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o Paraná conta com 212 leitos de UTI neonatal já em operação ou que serão implantadas ainda este ano. Há ainda as unidades cuidados intermediários são 50 só em Curitiba que complementam a estrutura de atendimento aos recém-nascidos de risco.
Em 10 anos, o Paraná conseguiu reduzir quase pela metade o número de mortes entre crianças de zero a um ano de idade. No início da década de 90, de cada mil crianças que nasciam, cerca de 35 morriam antes de completar um ano. Hoje, o índice é de 17,4 óbitos para cada mil nascidos vivos.


