Manual ensina como diagnosticar e combater poluição nos rios
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quarta-feira, 11 de dezembro de 1996
Da Sucursal 
Os prefeitos do interior do Paraná começam a receber nesta semana o Manual para Elaboração do Plano de Manejo e Gestão das Bacias de Manancial, elaborado pela Sanepar. O manual orienta como diagnosticar problemas na água que abastece a população e como encontrar soluções para a recuperação dos mananciais.
O manual traz várias orientações para a avaliação da situação atual dos rios. Também são indicados caminhos que a população pode seguir para que a própria comunidade se responsabilize de cobrar das instituições governamentais ações que garantam a recuperação ou manutenção da qualidade da água dos rios.
Atualmente, no interior do Estado, alguns dos fatores que comprometem a qualidade da água a ser tratada pela Sanepar são os agrotóxicos, erosão e lançamento de esgoto doméstico. Quando o agrotóxico e o material da erosão chegam ao rio, alteram o ambiente aquático, explica o engenheiro de pesquisa da Sanepar, Cleverson Andreoli, coordenador do manual.
Na Região Metropolitana de Curitiba, o principal agente de degradação é o esgoto doméstico. Andreoli afirma que de modo geral a situação dos mananciais do Paraná é ruim.
Em alguns locais, os índices de poluição dos rios que abastecem os municípios paranaenses são tão críticos que as estações de tratamento são arrastadas pelas águas por causa do acúmulo de lixo.
Andreoli afirma que o manual traz um plano de manejo que deve ser usado pelo município. A metodologia adotada pelo manual foi aplicada na bacia do Ribeirão Curral das Éguas - de onde é captada a água para o abastecimento do município de Mandiritiba, na Região Metropolitana de Curitiba.
O manual da Sanepar foi feito em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). O trabalho de preservação dos mananciais é lento e envolve conscientização e educacão da população e de autoridades, destaca a ecologista Teresa Urban, membro da SPVS.
Teresa afirma que tanto a população quanto os prefeitos precisam entender que a água é um recurso finito na natureza e o tratamento é um processo muito caro. Cuidar do meio ambiente não é caro. Caro é recuperá-lo.


