Manuais devem ser usados com precaução
Para a psicopedagoga Raquel Faconti, é preciso que os pais sejam maduros o suficiente para entender a necessidade de impor limites aos filhos, não negociando determinados deveres para obtenção de benefícios.
Antigamente, era de certa forma mais fácil educar as crianças, pois elas não conviviam com tanta influência da TV e da internet. Elas não tinham tantas possibilidades de acesso à informação, o que tem seu lado bom e ruim ao mesmo tempo, opina.
A psicopedagoga destaca que diante das dificuldades que os pais encontram, muitos recorrem aos manuais de como educar os pequenos. De acordo com Raquel, isso pode ser um perigo se as dicas forem levadas à risca.
Embora algumas obras sejam muito boas, cada caso é um caso, nem toda orientação que se aplica à educação de uma criança deve ser utilizada para outra, o trabalho não pode ser generali-zado, esclarece.
Sem negociações
O consultor de empresas Jaime Brener e a professora de português Fernanda Brener contam que educar o filho Henrique, 8 anos, é mais difícil do que imaginavam e afirmam que o método mais eficaz é sempre o diálogo aberto, sem negociações quanto aos deveres.
Colocamos para ele quais são suas obrigações enquanto criança, que são escovar os dentes, chegar no horário na escola, fazer a tarefa, mas sempre por meio de uma conversa, conta. Dever é dever e isso não pode ser negociado por prazeres. Ele deve entender que aquilo é para o próprio bem dele.
O pai de Henrique complementa que, algumas vezes, o menino esquece o que foi combinado ou não topa algo, mas os pais não cedem. Se nós desistirmos de insitir, da próxima vez que prometermos algo ele não irá acreditar nem entender a importância do comprometimento com as pessoas. (F.C.)





