Mantido feriado do Dia da Padroeira
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terça-feira, 01 de dezembro de 1998
Benê Bianchi 
A polêmica sobre a transferência do feriado do Dia da Padroeira chega ao fim. O prefeito Antonio Belinati encaminhou um requerimento à Câmara, no final da tarde de ontem, pedindo que o projeto que extinguia o feriado fosse retirado da pauta de votações definitivamente. O projeto entraria hoje em discussão.
Quero deixar claro que em nenhum momento quis acabar com o Dia da Padroeira. Mas um dia cheguei ao gabinete e havia um recado de Dom Albano (Cavallin, arcebispo de Londrina). Conversamos e ele me disse que alguns setores havia pedido para que não houvesse feriado e que ele não colocava nenhuma objeção, historia Belinati.
Segundo ele, só após se certificar de que a Igreja Católica não se opunha é que foi encaminhado à Câmara o projeto extinguindo o feriado. Mas como houve reações, decidi pedir a retirada do projeto de pauta porque não tomo iniciativas que seja do desagrado da Igreja Católica e de Dom Albano.
Mas para o comércio, o dia será de trabalho normal. Os sindicatos patronal e de empregados assinaram um termo aditivo à conveção coletiva, no final da semana passada, estabelecendo que o setor irá abrir normalmente das 8 às 22 horas no dia 8.
Para compensar o dia trabalhado, as lojas permanecerão fechadas nos dois sábados posteriores ao Natal e Ano Nova - dias 26 de dezembro e 2 de janeiro. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Varejista, José Lima, informa que os dois sábados compensam o trabalho realizado das 8 às 18 horas. Daí até 22 horas serão pagas horas extras. Os funcionários entenderam que dia 8 é melhor para vender, principalmente por ser apenas três dias após a data do pagamento, salienta Lima.


