Curitiba - A Justiça manteve, ontem, a suspensão das audiências públicas sobre a instalação do novo aterro que receberá os resíduos dos 16 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Consórcio Intermunicipal do Lixo tinham recorrido da decisão da juíza Patrícia Almeida Gomes Bergonze, da Vara Cível de Fazenda Rio Grande, divulgada ontem pela FOLHA.
O pedido de adiamento, feito pelo promotor da comarca de Fazenda Rio Grande, Paulo Conforto, compreendia as audiências que seriam realizadas em Fazenda Rio Grande e Mandirituba, na RMC. Até a tarde de ontem, a audiência no bairro Caximba, em Curitiba, programada para hoje, estava mantida. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) estadual, o promotor do Meio Ambiente, Saint-Claire Honorato Santos, estaria tentando o adiamento da audiência em Curitiba com o IAP.
Em nota divulgada pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Curitiba, a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos disse lamentar a decisão, argumentando que "quanto mais debatido, mais saudável e democrático é o processo".
Na noite de terça-feira, sem conhecer a decisão da Justiça, técnicos do IAP, das prefeituras que participam do consórcio e cerca 50 moradores de Fazenda Rio Grande chegaram a se reunir na Escola Municipal Marlene Barbosa.
Para as três áreas escolhidas, estudos levaram em consideração aspectos ambientais e sociais. Eles estão sendo analisados pelo IAP, que indicará qual a área mais apropriada para receber o empreendimento. De acordo com o órgão, o processo de licenciamento ambiental para implantação da indústria depende da realização das audiências.

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