Mantida inscrição do vestibular
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
As inscrições do vestibular de janeiro de 2002 da Universidade Estadual de Londrina (UEL) serão mantidas. A decisão foi tomada ontem durante a reunião do Conselho Universitário (CU) e provocou a revolta dos servidores que assistiam a discussão. Em protesto, eles viraram as costas para o conselho e deixaram o anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas, local da reunião.
Do lado de fora, os funcionários ficaram à espera dos conselheiros. Com um ''barulhaço''. ''Traidores, vendidos, pelegos'', eram as palavras de ordem. A decisão do conselho, para o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, foi conduzida pelo reitor, Pedro Gordan, que para ele, tem se mostrado contrário ao movimento. ''Ele deveria ter se limitado a abrir o canal de negociação com o governo'', protestou.
O reitor considerou a decisão do conselho ''uma atitude madura'', pois mantém a possibilidade de negociação das reivindicações das categorias com o governo. Gordan, entretanto, destacou que ainda há o risco de atraso na realização do vestibular, marcado para os dias 6 e 9. Ele classificou como ''destemperada'' a reação dos representantes da Assuel e garantiu que estava preparado para as vaias, apesar de admitir um pouco de nervosismo.
O Conselho Universitário decidiu também que os salários deste mês serão pagos obedecendo a mesma regra de distribuição do mês passado. A verba de 30% da folha de pagamento referente aos serviços essencias que estão sendo mantidos, será distribuída igualmente entre o pessoal da UEL.
Os sindicatos das categorias da universidade já haviam decidido pela manutenção do desconto linear nos salários. Nascimento justificou dizendo que a greve ocorre em todos os setores de forma diferenciada. Há um revezamento entre os funcionários dos setores que permanecem em atividade.
Foi garantido o pagamento do salário integral para os aposentados, os que cumprem licenças de saúde, professores em pós-graduação ou em capacitação fora da cidade. A reitoria pretendia acertar ainda ontem os descontos sofridos por essas pessoas no pagamento do mês passado.
Os sindicatos do pessoal da UEL têm uma reunião na segunda-feira, às 10 horas, em Curitiba, com o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra. Desta vez eles esperam uma proposta do governo, já que na reunião do início da semana com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, nada foi apresentado. ''Não queremos manter a greve, mas precisamos de uma proposta mais concreta para pormos fim ao movimento'', garantiu.


