Manoel de Oliveira é condenado a 133 anos
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sábado, 11 de outubro de 1997
Maurício Borges 
Apucarana
Odair StraliottPena máximaOliveira: um dos criminosos com maior pena no paísO quadrilheiro Manoel de Oliveira, 46 anos, líder da gangue dos irmãos Oliveira e um dos autores do sequestro do empresário maringaense Samuel Tolardo, em 1991, foi condenado anteontem a mais 133 anos de prisão. O julgamento do sequestrador, que já havia sido condenado a 151 anos por outros crimes, começou às 9 horas de anteontem, no fórum de Apucarana (Norte do Estado), e foi concluído quase às 22 horas, quando o juiz Carlos Maurício Ferreira anunciou a sentença.
Com a condenação recebida na sexta-feira, Manoel de Oliveira passa a ser um dos criminosos de maior pena no País. São 284 anos de prisão em regime fechado, dos quais já cumpriu seis anos na Penitenciária Central do Estado.
Em função de crimes considerados hediondos, ele não terá qualquer tipo de benefício, devendo permanecer mais 24 anos na cadeia, já que pela legislação brasileira o limite máximo na prisão é de 30 anos. O único preso que cumpriu tal pena no país foi João Acácio Pereira, que ficou conhecido como o Bandido da Luz Vermelha, e saiu da prisão, em São Paulo, recentemente.
No júri popular de anteontem, os promotores Luiz Fernando Delázari e Gustavo Marcel Marinho, pediam pena máxima para Manoel de Oliveira nos 17 crimes praticados, o que resultaria numa condenação de 264 anos. Já os advogados de defesa, Oscar Gonçalves Severiano e Orwille Robertson da Silva Moribe, tentaram defender a tese de que o réu confesso Manoel de Oliveira não era o culpado por todos os crimes relacionados ao sequestro de Tolardo.
Durante todo o julgamento, a defesa tentou impressionar os jurados argumentando que Oliveira e seus irmãos entraram na vida de crimes revoltados com a morte injusta de seu pai, há 20 anos, com o suposto envolvimento de policiais.
Na argumentação, os promotores Delazari e Marinho apresentaram as armas dos crimes, testemunhos de reféns, e fotos do cerco policial ao ônibus tomado de assalto por Oliveira, que na época teve ampla repercussão, sendo noticiado em âmbito nacional.
Após quase 13 horas de julgamento, os jurados e votaram mais de 100 quesitos, que na avaliação do juiz Carlos Maurício Ferreira resultou numa sentença de 133 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Ao final do júri, Manoel de Oliveira admitiu publicamente que esperava uma pena ainda maior.


