Um grupo de 20 moradores de bairros próximos à rotatória das avenidas 10 de Dezembro com Leste-Oeste, na Zona Leste de Londrina, promoveram na tarde de ontem um protesto contra as crateras que estão se acumulando nas ruas em função da falta de manutenção por causa da greve dos servidores municipais. Além de cartazes contrários à atual administração, os manifestantes interromperam o tráfego por mais de uma hora e ''plantaram'' três bananeiras nos buracos. A prefeitura informou que vai emprestar material de uma empreiteira para solucionar o problema no local.
Os manifestantes alegaram que o protesto seria uma reação contra a paralisia dos serviços públicos, que prejudica principalmente a população mais carente. ''A única maneira que a gente tem de ser ouvido é fazendo manifestação'', afirmou Claudeir José da Silva, morador do Jardim Santa Fé. Ele apontou que há duas semanas um primo dele passava de moto pela rotatória, sofreu uma queda ao cair num dos buracos e teve ferimentos diversos. Há três dias, o morador de Jataizinho, Alceo Sebastião, teve o amortecedor do carro quebrado ao cair na mesma cratera. Frentistas de um posto de combustível próximo ao local da manifestação confirmaram que os acidentes são diários.
Embora o trânsito tenha ficado complicado no trecho, muitos motoristas demonstraram apoio aos manifestantes. ''Concordo com eles porque é uma pouca vergonha os buracos que têm nessa rotatória'', comentou um motorista. ''Acho justo porque está difícil circular na cidade'', criticou um motociclista.
Durante o protesto, surgiram rumores de que os manifestantes teriam sido patrocinados pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, negou qualquer vínculo com a manifestação. ''Não estamos pagando nada para ninguém. Agora tudo que acontece colocam o sindicato no meio'', reclamou Urbaneja.
O secretário municipal de Obras, Aloysio de Freitas, afirmou que o problema do acúmulo de buracos nas ruas poderia ser corrigido se a usina de asfalto estive liberada. ''Temos material, equipamentos, operários que querem cooperar mas não conseguimos tirar nada da usina porque está trancada com cadeados'', apontou. Ele observou ainda que a tendência é que o número de buracos aumente por causa das chuvas. Com relação à rotatória, Freitas garantiu que os buracos deveriam ser consertados hoje com material emprestado de uma empreiteira.

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