Manifestantes plantam árvores
Os 230 trabalhadores sem-terra da Marcha pelo Brasil que estão em Maringá almoçaram ontem no Restaurante Universitário do câmpus da UEM. Eles pagaram R$ 690,00 pelo almoço (R$ 3,00 cada refeição de arroz, feijão, coxinhas de frango e salada e laranja de sobremesa), lançaram o CD Terra e plantaram mudas de árvores ao lado da Biblioteca Central da universidade.
O gerente do restaurante Edélson Santos disse à Folha que mudou sua opinião sobre os sem-terra depois do almoço de ontem. Eles são bem organizados, limpos e educados. Gostei muito do que vi e agora estou do lado deles, afirmou Santos.
Os sem-terra passaram a tarde de ontem visitando e fazendo palestras em escolas públicas e depois retornaram ao ginásio de Esportes Chico Neto, onde estão acampados. Hoje, eles visitam a igrejas da cidade e de Paiçandu e o Seminário de Maringá.
Dorico da SilvaO líder da coluna Paulo Freire, Luiz Roberto de OliveiraOs sem-terra deixam Maringá amanhã cedo em direção a Sarandi (7 km de distância), onde também visitarão escolas e paróquias. No sábado, eles seguirão viagem para Apucarana e Londrina.
Luiz Roberto de Oliveira, um dos coordenadores da coluna Paulo Freire, que saiu de Paranacity (66 quilômetros ao norte de Maringá) com mais de 200 pessoas, informou que, em Londrina, os manifestantes farão visitas à UEL (Universidade Estadual de Londrina) e nos bairros periféricos, onde o desemprego, por exemplo, é muito alto.
Além da coluna Paulo Freire, também vai passar por Londrina a coluna Luiz Carlos Prestes, que saiu de Querência do Norte - reunindo no total mais de 500 pessoas. Os manifestantes saem de Londrina dia 23 com destino a Ponta Grossa, onde devem chegar dia 5 de setembro.
Ao todo, nove colunas de sem-terra de todas as regiões do Estado estão marchando em direção a Curitiba desde o dia 3. A estimativa é que os sem-terra passem por 157 municípios, atingindo uma população de seis milhões de pessoas.
Em Ponta Grossa, será realizada uma grande manifestação - chamada de Grito dos Excluídos -, que pretende reunir as nove colunas que participam da marcha no Estado. O grito será parte da programação da Semana da Pátria. Para o dia 9 de setembro está prevista a chegada de todas as colunas a Curitiba, no Parque Barigui. A expectativa é que o ato público reúna 50 mil pessoas na capital.Marcos NegriniAtividadesSem-terra deixam o câmpus da Universidade Estadual de Maringá ontem à tarde, após almoçar e plantar mudas; programação inclui visitas a igrejas e escolas de municípios da regiãoMarccio W. Varella





