Após o anúncio do decreto 7.056 feito pelo presidente Lula que promoveu mudanças estruturais na Funai, várias foram as manifestações de reservas em todo o País. Em Londrina, a cada protesto a situação se agrava. Na última sexta-feira, um índio adolescente foi baleado na perna e um veículo foi apedrejado, atingindo uma mulher na cabeça.
Os índios reivindicam, principalmente, o retorno das administrações regionais, seja por meio de emenda ou revogação do decreto. Segundo Márcio Lourenço, cacique da aldeia Laranjinha, em Santa Amélia (Norte Pioneiro), o Governo Federal não acenou qualquer resposta ou possibilidade de conversa. ''Enquanto não houver mudança, continuaremos as manifestações. Não vamos aceitar ficar sem representatividade e sem autonomia. O presidente da Funai não vai poder resolver nada. Queremos que algum ministro esteja presente, no caso de uma reunião'', comentou.
Em nota, a assessoria de imprensa da Funai em Brasília limitou-se a dizer que lamenta o incidente e solidariza com a família da moça atingida por uma pedra. ''A presidência da Funai insiste no diálogo com as lideranças do Paraná, para esclarecer que a reestruturação do órgão não prevê o fechamento da unidade em Londrina, mas sim o reforço técnico do quadro de servidores. Os manifestantes não querem dialogar.''
A reportagem tentou falar durante toda a tarde com a concessionária Econorte, palco de dois protestos dos indígenas. Até o fechamento desta edição, a assessoria não deu retorno. (Marian Trigueiros/Reportagem Local)

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