Manifestantes contra barragem são recebidos pela diretoria da Copel
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quinta-feira, 13 de março de 1997
Da Sucursal 
Albari RosaMoradores tocam música na porta da Copel ontem pela manhã: protesto foi pacífico, animado e não provocou distúrbiosCerca de 400 moradores de cinco municípios localizados às margens do Rio Iguaçu, no Sudoeste do Estado, acamparam ontem pela manhã em frente ao prédio da Copel, no bairro do Batel, em Curitiba. Eles fizeram uma manifestação pacífica, com o objetivo de discutir com a empresa sobre o programa de reassentamento das famílias que moram em áreas que serão inundadas pela hidrelétrica de Salto Caxias. Os manifestantes foram recebidos pela diretoria da Copel.
O agricultor Vitório Pomagerski, morador do município de Três Barras, diz sentir-se ameaçado pela velocidade das obras e pela indefinição de quando irá para uma nova casa.
Após viajar quase 600 quilômetros para chegar a Curitiba, o agricultor Teunísio Bortolin explicou que a manifestação era pacífica e que não havia nenhuma intenção de invadir o prédio.
O superintendente de Obras e de Geração da Copel, Ademar Curi, recebeu os agricultores e explicou que o programa de reassentamento está seguindo um cronograma. As casas estão sendo construídas e a previsão é de que as famílias sejam relocadas a partir de janeiro de 98.
As novas residências estão localizadas num raio de 120 quilômetros da moradia anterior. Ele informou que o reservatório só começará a ser inundado em setembro do próximo ano, e a hidrelétrica iniciará suas operações em dezembro de 98.
Somente neste ano, a Copel já repassou mais de R$ 500 mil para a construção das casas. As moradias terão três e quatro quartos, de acordo com o tamanho das famílias, e serão edificadas em regime de autoconstrução, com fiscalização e suporte técnico viabilizado pela Copel.
No programa de reassentamentos de Salto Caxias estão incluídas 626 famílias e a empresa estima que investirá no programa R$ 220 milhões, o equivalente a 25% do custo total da obra.


