Foz do Iguaçu Estudantes e trabalhadores protestaram ontem contra as recentes mudanças do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. Eles realizaram uma passeata no centro e liberaram as roletas para entrada de passageiros no terminal urbano em represália à diminuição do número de linhas e ao funcionamento ''deficitário'' do sistema integrado.
A concentração iniciou às 10 horas em frente à Câmara Municipal. Com faixas e cartazes, o grupo seguiu pela Avenida Juscelino Kubitscheck, umas das principais da cidade, para o terminal. Cerca de 200 pessoas participaram do ato, segundo seus organizadores, membros do Fórum de Luta por Terra, Trabalho, Cidadania e Soberania.
Durante o trajeto, os manifestantes colheram dezenas de adesões do abaixo-assinado que reivindica melhorias no setor. Depois, eles bloquearam parte das entradas do complexo com pneus. Algumas pessoas deitaram no asfalto e fizeram um cordão humano para evitar a saída dos coletivos, mas não conseguiram evitar que passageiros embarcassem na rua. Resolveram, então, liberar as catracas da estação central de ônibus por uma hora e meia.
''Não somos contra a integração, mas sim às suas consequências, como a retirada de linhas estratégicas que ligam o centro aos bairros e à superlotação dos veículos. Existe um tempo de espera muito grande e o preço da passagem (R$ 1,50) é um dos maiores do Paraná. Ninguém sabe mais os horários dos ônibus'', reclamou Jacira Camboim, uma das organizadoras do ato. Segundo Jacira, nova passeata será feita em duas semanas caso as reivindicações não forem atendidas.
O terminal, a integração e as 17 estações-tubos do ''Ligeirinho'' foram inaugurados em 23 de fevereiro faltam ainda quatro estações. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, as novidades melhoraram o serviço e garante que tem atendido as reclamações, o que teria resultado numa queda considerável do volume de queixas no último mês.
Ainda de acordo com a assessoria, o protesto teve fundo político e não representa o sentimento dos 90 mil usuários do serviço.

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