A mobilização contra o Proem trouxe a Curitiba ontem estudantes de Maringá, Toledo, Londrina, Cascavel e Castro. Ao lado de professores da rede estadual, eles lotaram as galerias da Assembléia Legislativa e ameaçaram jogar ovos nos deputados favoráveis ao programa.
Um dos principais argumentos de professores e estudantes contra o fim do ensino médio profissionalizante é que ele vai repassar para a iniciativa privada uma obrigação que é do Estado. O raciocínio é que as escolas públicas aptas a ofertar os cursos pós-médios têm capacidade para apenas 13 mil alunos.
Como o ensino profissionalizante tem hoje cerca de 185 mil alunos, dezenas de milhares de estudantes ficariam sem vagas nos pós-médios, que se transformariam num filão interessante para a iniciativa privada. O governo garante que haverá oferta suficiente de vagas, porém de acordo com a demanda e as necessidades do mercado de trabalho.
Se a via política não conseguir derrubar o Proem, as entidades contrárias já se preparam para recorrer à judicial. APP-Sindicato, União Paranaense de Estudantes Secundaristas e entidades municipais planejam uma ação conjunta contra o programa.

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