De acordo com Felipe Maia, vice-presidente da UNE, as pessoas responsáveis pelo vandalismo não foram convocadas pelo movimento estudantil. O militante acusou o Estado de ‘‘infiltrar agentes para causar tumulto entre os estudantes’’. Disse, que ‘‘eles (os partidários da privatização da Copel) querem mostrar nosso movimento como baderna’’. Edmir Maciel, presidente da Upes, reforça a denúncia de infiltração no movimento estudantil, dizendo que ‘‘isto é coisa da ditadura militar’’.
O governo do Estado se defendeu através da assessoria do Palácio Iguaçu. ‘‘As imagens resgitradas pela televisão são cristalinas. Foram os estudantes que provocaram bagunça, arruaças e depredações desde a concentração na Praça Santos Andrade até o Palácio Iguaçu’’, diz a assessoria. O governo encerra sua posição alegando que ‘‘qualquer outra versão é fantasiosa e tem o único objetivo de justificar atos tão condenáveis’’.
As entidades estudantis anunciaram ontem que estão dando início a uma série de passeatas em todo o Paraná em defesa da Copel e contra a corrupção no governo do Estado. Para hoje estão previstas manifestações em Londrina. Maringá e Cascavel.

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