A guerra no Líbano tem mobilizado as populações de vários países, incluindo o Brasil. Ontem aconteceram duas manifestações em São Paulo. Com bandeiras libanesas e palestinas, camisas com fotos dos bombardeios, gritos de ''Estado de Israel, Estado Assassino'' e faixas de protesto, cerca de 4.000 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, realizaram uma passeata, da avenida Paulista até o parque do Ibirapuera. Os manifestantes pediam, entre outras coisas, pelo cessar-fogo imediato do Exército israelense no Líbano.
O protesto foi organizado pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes, que conta com a participação de mais de 20 entidades nacionais.
Antes da passeata, o comitê já havia realizado uma manifestação na praça da Sé, que atraiu cerca de 1.000 pessoas, e promovido outros dois atos de protesto em São Paulo, fechando o comércio do Brás e da 25 de Março por cerca de uma hora no sábado.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) também realizou ontem, às 18 horas, um ato público pela paz. O evento ''Ato pela Paz em Israel e em todo Oriente Médio'' aconteceu no Centro Cívico Itzhak Rabin de A Hebraica com a presença da embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, do presidente da Confederação Israelita do Brasil, Jack Terpins, e do rabino Henry Sobel.
Eram esperadas cerca de três mil pessoas, entre líderes comunitários e religiosos, membros dos movimentos juvenis, alunos e professores das escolas judaicas, famílias e membros da comunidade. Os participantes vestiram branco e portaram bandeiras do Brasil, de Israel e faixas alusivas à paz.

mockup