Manifestações marcam o 7 de Setembro
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quarta-feira, 07 de setembro de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
O 7 de setembro foi marcado por protestos em todo o País. Em Brasilía, Curitiba e Londrina, manifestantes aproveitaram o Dia da Independência para mostrar seu descontentamento com a crise política, protestando contra a corrupção.
Em Londrina, representantes do Sindicato dos Bancários saíram em passeata logo após o encerramento do desfile. Com um carro de som e empunhando faixas e bandeiras, os manifestantes critavam palavras de ordem, pedido a apuração de denúncias, punição aos corruptos, não à violência, além de mais emprego e educação para o povo brasileiro.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Geraldo dos Santos, declarou que as mudanças estão nas mãos do povo. ''Precisamos de reformas políticas e sindical. Os políticos que estão aí não apresentam soluções e o País tem espaço para todos.''
Integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Ordem Brasil, também estiveram na avenida recolhendo assinaturas para o abaixo assinado nacional organizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que pede ética e transparência nas investigações no Congresso Nacional. A ONG Ordem Brasil foi formada há cinco meses para combater a corrupção e formar projetos de cidadanias. Segundo o presidente da ONG, Evandro Elias Carvalho, o trabalho de base da organização é desenvolvido, principalmente, em escolas. ''Estamos dando um apoio à Igreja, que também está recolhendo assinaturas junto às comunidades, estendendo esse trabalho para as ruas.''
Ontem, integrantes da ONG estavam espalhados em vários pontos da avenida, recolhendo a asssinatura da população. A expectativa, de acordo com o presidente da ONG, era recolher cerca de mil assinaturas.
No próximo sábado, a ONG estará no calçadão junto com representantes do Sindicato dos Servidores (Sindserv), recolhendo mais assinaturas. No dia 14 de outubro, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Controladoria Geral da União (CGU) estarão em Londrina para debater sobre nepotismo e corrupção, a convite da ONG.
Excluídos - Este ano, ao contrário do ano passado, integrantes do Grito dos Excluídos não participaram do encerramento do desfile na avenida Leste Oeste. Cerca de 100 pessoas, entre agentes pastorais e de movimentos sociais se concentraram na Paróquia Jesus Cristo Libertador, nos Cinco Conjuntos (Zona Norte).
O objetivo, de acordo com o padre Dirceu Luiz Fumegalli, era fazer uma reflexão sobre o trabalho do grupo. ''Foi uma celebração mais reflexiva do que festiva. Preferimos discutir a prática do nosso trabalho.''
Este foi o 11º Grito dos Excluídos liderado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que acontece desde 1995 em capitais e cidades de grande porte. O lema deste ano foi ''Brasil, em nossas mãos a mudança''. O grupo acredita que a participação popular é a única forma de superar a exclusão social e construir um país independente.


