A manifestação grevista de funcionários públicos estaduais e federais reuniu cerca de quatro mil pessoas ontem de manhã no centro de Londrina. A estimativa é da APP-Sindicato, que organizou o encontro entre professores, agentes penitenciários e funcionários da Previdência Social vindos de toda a região. O protesto ocorreu simultaneamente em todo o País, unindo diversas categorias em campanha salarial.
O ato público durou a manhã toda e começou na Concha Acústica, com um culto ecumênico que reuniu representantes das igrejas católica e evangélica. Logo depois, a multidão seguiu em passeata até o Calçadão da Avenida Paraná, concentrando-se em frente à agência do Banco do Brasil. ‘‘Esperamos que esta mobilização sensibilize o governo e abra as portas para a negociação’’, disse o presidente da APP-Sindicato em Londrina, Luiz Martins de Lima.
Segundo o secretário de imprensa da entidade, Palmo Geraldo Fidélis de Lima, o sindicato entrou ontem com uma petição na 2ª Vara Cível, em Curitiba, pedindo o cumprimento da liminar que proíbe desde o dia 3 de abril o desconto previdenciário dos professores e funcionários aposentados.
Antes desta data, todos aqueles que recebiam um benefício inferior a R$ 1.200,00 pagavam à Previdência 10% do total. Acima desse valor o desconto era de 14%. Com isso, 31 mil pessoas foram isentadas em todo o Estado. Devido ao descumprimento da liminar, a petição pede também a prisão da secretária estadual da Administração, Maria Elisa Paciornik.
Os agentes penitenciários, professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aproveitaram a ocasião para deflagrar sua paralisação. ‘‘Estamos sem reajuste há quase cinco anos e o pagamento de um terço das férias está atrasado há seis meses.
Os funcionários públicos federais, que estão parados desde o dia 15 de maio no Brasil inteiro, dizem que vão manter a greve até as negociações avançarem. A categoria pede aumento salarial de 64%, abertura de concurso público e mudança na jornada de trabalho.
De acordo com Maurício Barros, diretor de comunicação e imprensa do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs), 60% dos 500 mil servidores federais da Previdência no País estão de braços cruzados. Para ele, a adesão em Londrina e Curitiba chega a 90%. Com isso, cerca de mil pessoas deixam de ser atendidas diariamente no posto do INSS na Rua Professor João Cândido, em Londrina. A outra agência da cidade – agência Shangri-lá –, localizada também na área central, está em reforma.
Amanhã, a APP-Sindicato promoverá uma gincana para professores, pais e alunos no Núcleo Regional de Educação (NRE) em Londrina. Durante o dia todo serão desenvolvidas brincadeiras, jogos e venda de artesanato feito pelos professores e funcionários.
Também amanhã, os 1.850 funcionários da Universidade Estadual de Londrina se reunirão a partir das 14 horas no Centro Esportivo do câmpus, para discutir a continuidade do movimento.

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