Os pais, irmãos e amigos do estudante Rafael Zanella, morto aos 20 anos, estão preparando um grande protesto contra a atuação das polícias Civil e Militar do Paraná para marcar o primeiro ano da morte do rapaz. No dia 28 de maio, a família pretende espalhar outdoors pela cidade com os nomes de todas as pessoas mortas pela polícia no último ano.
Segundo Elisabetha Zanella, mãe de Rafael, a lista de vítimas é grande. ‘‘A polícia pode até esquecer as mortes gratuitas, mas os familiares jamais conseguem superar a dor’’, diz.
Elisabetha cita o caso dos evangélicos Samuel dos Santos, de 18 anos, e Antônio Marcos Rocha, de 22 anos, mortos na semana passada pela Polícia Militar, como mais um dos exemplos da péssima atuação das autoridades do Estado. ‘‘Pensei que o Rafael seria o último que morreria gratuitamente por erro dos policiais que teoricamente deveriam estar aqui para nos defender e não para nos matar’’, diz.

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