Manifestação pela paz lembra assassinato do padre Joaquim
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sábado, 08 de junho de 2002
Mônica Kaseker<br>Equipe da Folha 
Curitiba Uma passeata pela paz deve reunir cerca de quatro mil pessoas hoje, às 17h30, em Matinhos, Litoral do Estado. Em seguida, haverá a missa de sétimo dia do padre Joaquim Raimundo Braz, 42 anos, assassinado na segunda-feira passada durante um assalto na casa paroquial. A missa será rezada pelo bispo Dom Alfredo Novak, acompanhado pelos padres da diocese.
Segundo Mara Queiroz Gross Dginkel, que coordena a organização, a comunidade ainda está muito chocada e entristecida com a morte do padre. Os participantes deverão estar vestidos de branco, acenando lenços brancos e levando faixas e cartazes pedindo paz.
A concentração deve começar às 16h30 em frente à igreja, onde haverá um carro de som. A passeata percorrerá as principais ruas do centro voltando para a paróquia a tempo da missa, que começa às 19 horas. Vai ser um dia de muita emoção para todos nós, disse Mara. A manifestação, segundo ela, será ecumênica, reunindo pessoas de outras igrejas, escolas e academias da cidade.
No último dia 4, a Polícia Civil prendeu Cleverson Rosa Amorim, 22, que acabou confessando o assassinato do padre e mostrando à polícia onde tinha escondido a arma do crime. Ele foi transferido para em Curitiba.
O assassinato do padre aconteceu por volta das 21h30 de segunda-feira passada, depois de uma reunião para planejar a festa do padroeiro da cidade. Padre Joaquim deixou o grupo de aproximadamente 20 pessoas no salão paroquial e saiu pelas portas do fundo. Um corredor liga o salão à casa paroquial e foi neste local que o padre foi abordado pelo assaltante. A comunidade decidiu manter a festa do padroeiro São Pedro, no próximo dia 29.


