Curitiba - Mesmo com a garoa fina que caiu durante todo o dia de ontem em Curitiba, cerca de 40 ativistas e simpatizantes do Grupo Dignidade, organização não-governamental (ONG) de defesa dos homossexuais, participaram de uma manifestação, no centro da cidade, para pedir a solução dos casos de ataques violentos contra homossexuais e negros ocorridos na Capital nos últimos meses.
Durante a manifestação, o Dignidade lançou a campanha ''Respeite a Diversidade Humana - Denuncie toda forma de violência e discriminação contra gays, lésbicas e transgêneros'', com a elaboração de um abaixo-assinado pedindo a apuração desses crimes e a aprovação de leis especificas na Câmara dos Vereadores e Assembléia Legislativa. Na ocasião também foi distribuído material com textos didáticos de como se comportar em situações de perigo, e como procurar auxílio jurídico e médico, destinado à comunidade homossexual.
Amanhã, o Dignidade encaminha pedido à Secretaria de Estado da Saúde solicitando relatório dos atendimentos em hospitais a casos de ataques praticados com uso de correntes e arma branca, por gupos com descrição semelhante à dos skinheads. Na terça-feira, na Assembléia Legislativa, o tema será discutido em audiência pública, seguida de votação de projeto de lei para criação do SOS Racismo. Além da criação de um serviço de denúncias via telefone, o projeto prevê a criação de uma delegacia especializada em atendimentos de vítimas de racismo.
O órgão centralizaria as denúncias e investigações de crimes que envolvam discriminação de raça, cor, etnia e religião. A idéia de criação da delegacia surgiu após a ação recente de grupos autodenominados ''Orgulho Branco'' e ''Frente Anti-caos'', que espalharam adesivos com mensagens reconceituosas contra negros e homossexuais por todo o centro de Curitiba.

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