Manifestação no centro marca o início da campanha salarial
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quinta-feira, 21 de agosto de 1997
Célia Baroni Londrina 
Dorico da SilvaCríticasApresentação teatral promovida pelo sindicato: bancários protestam contra redução de emprego nos bancosO Sindicato dos Bancários de Londrina abriu ontem a Campanha Salarial Nacional da categoria, com uma manifestação em frente às principais agências do Calçadão e distribuição de panfletos ao público. A data-base - período legal para trabalhadores e patrões negociarem reajustes salariais e avanços sociais - dos bancários é primeiro de setembro. Ontem à noite, bancários de Londrina e região iriam se reunir em assembléia e aprovaram oficialmente a pauta de reivindicações. Hoje à tarde, a Executiva Nacional da categoria se reúne em São Paulo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para definir o calendário de negociações.
Através de uma apresentação teatral, o sindicato de Londrina colocou na rua quatro personagens: o banqueiro poderoso, o presidente conivente, o bancário estressado e empobrecido e o cliente idoso desassistido. Eles protestaram contra a política de redução de quadros de funcionários adotada pelos bancos em todo o País, a questão social gerada pelo desemprego e redução dos serviços sociais do setor. E denunciaram o mau atendimento aos clientes.
O presidente do sindicato, José Francisco da Silva, informou que entre as principais reivindicações da Campanha Salarial estão emprego e salário. Segundo a entidade, nos últimos dois anos, 100 mil bancários perderam o emprego em todo o País. Este ano, em Londrina foram demitidos 350 bancários. Ao todo, trabalham na Cidade e região cerca de 3 mil bancários, em 115 agências e 57 postos de atendimento.
Não foram apenas demissões. Foi enxugamento de quadro, enfatiza o presidente do sindicato. Silva afirma ainda que a redução de empregos no setor não é resultado do avanço tecnológico. Na realidade, os bancos estão aumentando seu lucro em cima do trabalho dos bancários e do descaso com o usuário, aumentando a sobrecarga de trabalho e diminuindo o número de serviços oferecidos à população.
Na pauta de reivindicações está ainda um reajuste salarial de cerca 23% - 7% relativo à inflação do período; 3% de resíduo, diferença entre o reajuste concedido em 96 e o reivindicado; e 11,66% de produtividade.


