Luciana Pombo
De Curitiba
O protesto contra o projeto de lei de autonomia universitária durou dois dias, em Curitiba. Além das manifestações realizadas anteontem, no Teatro da Reitoria e no prédio da administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), estudantes e professores ainda participaram de debates e palestras durante toda a manhã de ontem. ‘‘Foi uma vigília pela Educação, onde conseguimos reunir todos os segmentos universitários, de técnicos administrativos e estudantes a professores e o reitor para uma luta em comum’’, definiu Fernando Delicato, presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE).
Para Delicato, a manifestação foi um sucesso. ‘‘Tivemos cerca de 1,5 mil pessoas durante os dois dias, participando dos debates e da vigília, o que demonstra que estamos mobilizados em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade’’, argumentou. Outras manifestações deverão ser agendadas até o final do ano, como protestos e paralisações. No próximo dia 6, os estudantes participarão da marcha da educação em Brasília, com o apoio dos bolsistas do Programa Estadual de Treinamento (PET) - que poderá ser extinto. ‘‘Estamos evitando ações mais radicais. Vamos tentar o debate com o governo federal. Achamos que essa é a melhor forma de diálogo’’, classificou.
Entre os pontos questionados por estudantes e professores no projeto de autonomia do Ministério da Educação (MEC) estão a falta de garantias de financiamento das instituições, elaboração de um contrato de gestão imediatista, instabilidade do quadro de professores e funcionários e possibilidade de intervenção federal nas unversidades. ‘‘O projeto está na contramão da autonomia universitária, tirando as garantias que temos atualmente’’, argumentou Carlos Antunes dos Santos, reitor da UFPR.

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