Um protesto dos moradores do bairro Uberaba, em Curitiba, fechou ontem a Avenida das Torres, no sentido Aeroporto-Curitiba por mais de duas horas. Na segunda-feira, a aposentada Olívia Loch Coelho, de 77 anos, foi atropelada e morta por um carro que passava em alta velocidade pela rua, quando o controle estipula o máximo de 60 quilômetros por hora no local.
O protesto teve início às 17h30 e tumultuou o trânsito não só na avenida principal, como também na Rua Salgado Filho, uma das paralelas. Viaturas da Diretran controlaram o movimento, desviando parte do trânsito que congestionou o trecho desde o supermercado Wal-Mart, até São José dos Pinhais.
Os cerca de 200 moradores que participaram do protesto queimaram pneus sobre o asfalto e, com faixas e cartazes, pediram maior segurança para os pedestres e motoristas da região. No acostamento, familiares da vítima ainda estavam inconsolados com o atropelamento.
‘‘É praticamente todo o dia’’, desabafava o neto da vítima, Sérgio Coelho. ‘‘Num prazo de quinze dias, já foram atropeladas cinco pessoas bem aqui, na frente da minha casa’’, disse.
Segundo Coelho, o protesto serviu para reivindicar mais lombadas e sinaleiros. A única coisa que os moradores realmente não querem é a instalação de novos radares. ‘‘Eles já existem aqui e não servem para nada’’, disse ele. ‘‘Funcionam apenas como caça-níqueis. Além do mais é difícil controlar a velocidade só assim’’.
A idéia, caso o protesto de ontem não surta resultados, é fazer uma nova manifestação nos próximos dias, só que desta vez com a participação de um número maior de pessoas. ‘‘Já estamos fazendo contato com outras associações de bairros e o que queremos é fechar não só a Avenida das Torres, mas várias outras que também são bem movimentadas’’, explicou Coelho. ‘‘Nosso interesse não é o de causar tumulto, mas sim de ter os benefícios’’.
Para fechar a avenida, os moradores fizeram um acordo com a Diretran. Mesmo assim, o fluxo de veículos só voltou a se normalizar depois das 20 horas.

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