Da Sucursal

Kraw PenasProtestoFaixas sendo afixadas diante da Secretaria Estadual da Educação, ontem, em Curitiba: ‘‘Chega de escravidão’’O protesto dos professores da rede pública de ensino ontem em frente à Secretaria Estadual da Educação não surtiu o resultado esperado pela categoria, de implantação da hora-atividade. A manifestação, iniciada às 14 horas, culminou com a ocupação parcial do prédio por cerca de cem professores.
A ocupação ocorreu depois que o secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, recusou-se a receber todos os manifestantes para a reunião marcada para as 16 horas, segundo informou a APP-Sindicato.
A secretaria nega esta versão. Wahrhaftig teria combinado com o presidente da APP-Sindicato que receberia sete pessoas para a reunião. O sindicato exigiu que todos os professores participassem da reunião.
Por falta de espaço, o secretário se propôs a conversar com os professores no trio elétrico, colocado em frente à secretaria. A assessoria de imprensa da secretaria informou que os professores não aceitaram a idéia e entraram no prédio.
Apesar do tumulto, as reivindicações dos professores não foram atendidas. Segundo o secretário, os professores sabiam de antemão que não seria possível conceder ontem a hora-atividade (tempo reservado para correção de provas, pesquisa e preparação de aulas) de 20% sobre a carga horária total.
O secretário disse que não sabe quando terá condição de implantar a hora-atividade. Wahrhaftig afirma que a reivindicação deve ser atendida ainda neste governo.
A manifestação dos professores começou às 14 horas. Faixas e cartazes foram colocados em frente à secretaria. Professores e representantes de sindicatos do interior também vieram para o protesto em Curitiba.
O protesto foi feito propositadamente no Dia da Mentira para exigir do governo o cumprimento da antiga promessa de implantação da hora-atividade, explicou o secretário geral da APP-Sindicato, Sérgio Freitas. ‘‘Em cada audiência com a APP-Sindicato, a secretaria vem com uma nova mentira’’. Freitas afirma que a promessa de implantação da hora-atividade vem se arrastando desde 1995.
Segundo Freitas, a categoria também reivindica a reajuste de 38% para zerar as perdas dos úlltimos dois anos. O secretário adiantou que os professores não terão reajuste salarial neste ano.
Os professores reclamam que sem a hora-atividade, acabam trabalhando de graça. ‘‘Trabalho cerca de dez horas em casa durante a semana par corrigir provas e preparar aulas’’, disse a professora Divanir Miskinin.

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