Manifestação do SinSaúde fracassa na Santa Casa
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
O Ministério do Trabalho vai convocar patrões e empregados dos hospitais particulares de Londrina para mais uma negociação de salários, na próxima terça-feira. A informação foi repassada ontem pela assessoria de imprensa do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde). A discussão salarial da categoria vem se desenvolvendo sem nenhum acordo desde maio.
Anteontem, um protesto com a paralisação de duas horas foi iniciado no Hospital de Câncer, na tentativa de sensibilizar a direção dos hospitais. A manifestação ontem deveria ocorrer na Santa Casa, mas o SinSaúde alegou que a pressão da direção do hospital impediu a adesão dos funcionários. Pessoas do departamento jurídico do hospital teriam sido vistas por sindicalistas fotografando a movimentação na portaria para identificar quem aderisse ao manifesto.
No hospital, o clima era de normalidade entre os funcionários. Questionados sobre os motivos de não terem aderido, a maioria disse não ter percebido a movimentação. Apenas uma funcionária assumiu que tinha medo de demissão. ''Na minha casa eu sou o pai e a mãe, por isso não posso pôr em risco o meu emprego'', argumentou.
O diretor-superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, disse ontem, por meio da sua assessoria de imprensa, que não houve pressão do hospital impedindo a adesão dos funcionários ao protesto.
Na reunião entre patrões e empregados realizada ontem de manhã na Subdelegacia Regional do Trabalho, o SinSaúde teria sido pressionado a assinar uma ata que encerraria as negociações, obrigando os funcionários a uma discussão judicial sobre o dissídio. A exigência dos patrões, segundo a assessoria, seria irregular pois a assinatura do documento só seria possível se a reunião fosse convocada pela própria subdelegacia. Uma nova paralisação, desta vez no Hospital Evangélico, está programada para segunda-feira.


