A chuva ontem de manhã, não prejudicou o Ato Público em Defesa da Ética no Jornalismo, promovido pelo Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDHL), no Calçadão (centro da cidade). O movimento, que reuniu 27 entidades, incluindo o Sindicato dos Jornalistas, o Conselho Tutelar, a Federação das Associações de Moradores e a Universidade Estadual, quis sensibilizar a população para os abusos de alguns setores da mídia.
Após ser procurado pela família de uma pessoa morta, que teve o túmulo violado em dezembro do ano passado, no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte), o Centro de Direitos Humanos de Londrina decidiu convocar todas as entidades da cidade para discutir a questão. A família reclamava o desrespeito da mídia, com a divulgação das cenas do corpo violado. Pelo menos dois programas de televisão levaram ao ar as imagens.
‘‘Ninguém pediu a nossa autorização. Nós ficamos sem saber o que fazer, ligamos para os jornais e televisões para que parassem com aquilo, mas algumas pessoas não nos atenderam’’, explicaram familiares. O advogado Jorge Custódio Ferreira dará início ao processo judicial contra os dois programas de TV segunda-feira, com base na Lei de Imprensa.
Segundo o coordenador-geral da CDHL, o advogado Carlos Scalassara, ‘‘a liberdade de informação é fundamental para a democracia, mas também existem outros direitos muito importantes que devem ser respeitados. A dignidade da pessoa humana deve ser respeitada tanto na vida quanto na morte’’. Mas, para Scalassara, ‘‘a imagem do jornalista também precisa ser protegida, por causa de uma minoria, toda a categoria sai prejudicada’’.
O Sindicato dos Jornalistas, com o apoio da Universidade Estadual de Londrina produziu 1.000 exemplares do Manual de Ética do Jornalista, que será distribuído entre os profissionais e estudantes de jornalismo de Londrina.

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