Manifestação contra violência infantil
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Reportagem Local 
Estudantes e professores que integram o Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (Neddit) realizam no dia 18 o 1º Encontro Diga Não à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, iniciativa nacional, que tem o objetivo de envolver a população em um dos problemas sociais mais graves do país.
As atividades incluem panfletagem e corpo a corpo, a partir das 9 horas, no Calçadão de Londrina (Área Central). Posteriormente, às 18h30, integrantes do Núcleo participam de uma passeata que marcará a data, saindo do Monumento à Bíblia (na Avenida Souza Naves) até a Câmara de Vereadores.
Segundo a coordenadora do Neddit, professora de Direito da Família, Claudete Canezin, durante a passeata lanternas serão acesas e desligadas a cada 15 segundos. De acordo com entidades de defesa dos direitos da criança, a cada 15 segundos uma criança brasileira sofre violência ou abuso sexual.
Igrejas e ONGs de confissão evangélica, entidades que trabalham com crianças, adolescentes e jovens e diversas outras instituições de Londrina, entre elas a UniFil e o Colégio Londrinense, também participam da manifestação.
No Brasil, 18 de maio é marcado como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Além dos riscos já existentes, a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 traz mais uma preocupação maior, porque ampliam o perigo do turismo sexual no Brasil como eventos que atraem milhares visitantes de inúmeros países.
A Marcha contra a Violência Infanto-Juvenil será realizada no mesmo dia em dezenas de cidades brasileiras, incluindo todas as sedes e possíveis sub-sedes da Copa do Mundo. Os organizadores destacam que desde já é preciso despertar a comunidade para o problema e alertar todos os segmentos da sociedade para o combate à violência sexual e de outras formas contra crianças, adolescentes e jovens.
Multidisciplinar
Uma equipe formada por professores, estagiários e bolsistas da área de Direito e de Psicologia prestam atendimento multidisciplinar a crianças e adolescentes vítimas de abuso no Neddit, que funciona na Rua Brasil, 742, Centro. O atendimento inclui o encaminhamento da denúncia nas esferas competentes, bem como o acompanhamento de psicólogo. O Neddit funciona como projeto de extensão da UEL, dentro do Programa Universidade sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).
''O estuprador pratica a violência contra quem não conhece, diferente do abusador, que comete o ato após ganhar a confiança da vítima'', diferencia a professora Claudete Canezin. Ela desmistifica que a violência sexual afete somente as camadas da população de baixa renda. Em Londrina a equipe do Neddit já atendeu ocorrências envolvendo todas as camadas sociais.
O problema, explica ela, reflete problemas familiares estruturais, onde parentes mais velhos cometem violência contra menores. Outro dado importante é que a violência não afeta somente meninas, mas também crianças e adolescentes do sexo masculino.


