Manifestação cobra mais agilidade da polícia
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sábado, 16 de agosto de 2003
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Familiares e amigos do vendedor de carros Ademir Aparecido do Prado, assassinado há dez dias, fizeram ontem um protesto pedindo justiça e mais agilidade à polícia. O corpo da vítima, conhecida como ''Tony'', foi encontrado baleado em um milharal próximo à estrada rural do Limoeiro, entre Londrina e Ibiporã, no último dia 7.
Os manifestantes se reuniram em frente à Catedral Metropolitana (centro de Londrina), no início da manhã, de onde seguiram em carreata para a 10 Subdivisão Policial (SDP). Lá, eles foram informados pelo delegado-chefe, Jurandir Gonçalves André, de que a prisão temporária de um dos suspeitos da morte de Tony já havia sido decretada (ver texto ao lado).
Enquanto isso, em Ibiporã, o delegado José Antônio Zuba de Oliva, que está conduzindo o inquérito, confirmou o pedido de prisão e disse que não iria aguardar os manifestantes. Ele deixou a delegacia por volta das 10 horas para comparecer a um compromisso. Meia hora depois a carreata chegou ao local promovendo um buzinaço. Cerca de 20 pessoas estenderam faixas e fizeram coro pedindo punição aos assassinos.
O ex-sogro de Tony, Antonio Martinez, 67 anos, declarou que a notícia do pedido de prisão temporária de um suspeito trouxe certo alívio à família, mas não foi o bastante. ''Vamos lutar até o fim. Só queremos que a polícia não seja omissa nesse caso tão brutal, e não deixe a nós, leigos, a obrigação de agir'', acentuou.
A namorada da vítima contou que falou com um dos suspeitos do homicídio na noite anterior ao crime. ''Eu estava com o Tony e esse homem, que era amigo dele, marcou de buscá-lo de carro na manhã seguinte'', relatou. Os familiares também disseram que conhecidos viram Tony ser transportado de carro até o local do crime, acompanhado de mais três pessoas. A família acredita que os assassinos deviam dinheiro ao vendedor de carros. Tony tinha passagem pela polícia por furto de veículos.
O delegado Zuba informou apenas que já ouviu nove pessoas e tem três suspeitos do assassinato. ''Não vou divulgar mais detalhes para não atrapalhar as investigações. Se a família quer fazer isso, a responsabilidade é dela'', asseverou.


