Milton DóriaReivindicaçãoProtesto dos bancários ontem pela manhã: ato por salários atrasou abertura de agência do BBInsatisfeitos com a diretoria do Banco do Brasil (BB), os mais de 600 funcionários da rede em Londrina iniciaram ontem uma série de manifestações para pressionar o Banco a mudar sua proposta salarial. Ontem de manhã, uma manifestação atrasou em uma hora a abertura da agência centro do BB, maior do Estado. Caso não haja avanço nas negociações com o BB, o Sindicato dos Bancários promete paralisar o atendimento na agência central do Banco por 24 horas, no próximo dia 22 (quarta-feira).
Em assembléia realizada na terça-feira à noite na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a categoria rejeitou a oferta do BB: zero de reajuste salarial, abono de R$ 2 mil para funcionários de carreira administrativa e de R$ 1.100,00 para o pessoal de apoio. O diretor do Sindicato dos Bancários de Londrina, Paulo Lima, informou que as manifestações estão acontecendo em vários locais do País. Em todo o Brasil, o BB tem cerca de 70 mil funcionários.
A diretoria do BB pretende ainda que a categoria concorde em limitar o direito do anuênio (adicional por tempo de serviço) aos funcionários atuais. ‘‘A meta da diretoria do BB é criar um funcionário mais barato. O banco quer que a categoria abra mão das conquistas conseguidas em muitos anos de luta. Nós não vamos aceitar’’, afirma Lima.
Os bancários estão em campanha salarial desde primeiro de setembro, data-base da categoria. Eles reivindicam um reajuste de 36,13% sendo 6,71% da inflação acumulada entre setembro de 96 e agosto de 97; 11,63% de produtividade e 14,28% de perdas salariais relativas a 95/96. Querem também a volta do Plano de Cargos e Salários (PCS) e a renovação das cláusulas sociais.
Lima acredita que a proposta do BB seja uma manobra com o objetivo de ‘‘empurrar’’ para a Justiça a definição do acordo coletivo. No ano passado, esclarece, o acordo coletivo foi para a Justiça, que determinou ao Banco do Brasil que pagasse um abono de R$ 3.000,00 aos funcionários. ‘‘A diretoria do Banco não renovou as cláusulas sociais e até hoje não acabou de pagar o abono referente ao ano de 96,’’ afirma.
A negociação entre a Executiva Nacional dos Bancários e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - que responde pelos bancos privados - também não avançou. A Executiva deu prazo para a Fenaban se pronunciar até hoje, apresentando proposta. Se as negociações não forem retomadas, os bancários devem organizar paralisações de 24 horas nos bancos de todo o País.

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