Manifestação atrai atenção em Loanda, Cascavel e Londrina
Paulo Pegoraro,
Marcos Zanatta e
Lucília Okamura
Em Cascavel, a manifestação foi feita por um grupo de 80 sem-terra e assentados de várias localidades vizinhas. A agência do Bradesco fica no Calçadão, na zona de maior movimento de carros, por isso o grupo ficou espremido na calçada em frente ao prédio. Policiais militares passaram algumas vezes pelo local, sem parar a viatura. Não houve tumulto e os clientes do banco puderam entrar sem problemas.
A movimentação do MST chamou a atenção porque não há representação nem acampamentos da organização em Cascavel. Sirlene Andrade e Antonio Capitani, coordenadores do grupo, relataram que muitas pessoas se interessaram em saber mais detalhes sobre a manifestação e os episódios no Noroeste, além do que estava explicado nos panfletos distribuídos.
A localidade mais próxima onde houve violência nos últimos meses é o hoje Assentamento Ireno Alves dos Santos, na fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu (180 quilômetros a leste de Cascavel) - onde não há agência do Bradesco. No ano passado, três pessoas foram assassinados por jagunços, sem que até agora tenha havido responsabilizações.
Loanda e Londrina Em Loanda (88 km de Paranavaí) o protesto teve participação de cerca de 300 sem-terra. O protesto foi pacífico, segundo a Polícia Militar. Um dos quatro funcionários da agência, que não quis se identificar, disse que os sem-terra chegaram por volta das 10h30 e impediram a abertura do banco.
A manifestação em Londrina ocorreu no início da tarde, em frente à agência Bradesco do Calçadão, na área central. Cerca de 80 trabalhadores com tarjas e coletes pretos protestaram contra a morte do sem-terra Sebastião Camargo Filho. A manifestação teve início com uma passeata do Terminal Urbano de Transporte Coletivo até a agência do banco, na rua Santa Catarina.
Em seguida, se dirigiram à agência do Calçadão. Ao final da manifestação, os sem-terra fizeram um enterro simbólico do companheiro morto.





